domingo, 27 de março de 2016

SOMEWHERE ONLY WE KNOW



SOMEWHERE ONLY WE KNOW - KEANE


...e assim ecoava, provocante, ininterrupto… o som que vinha de seus pés ao pisotearem aqueles pedregulhos
não havia nenhuma imagem além das cinzas
e quem ali nunca estivera, jamais desconfiaria que em meio a tantas pedras, tantos restos abstratos
se tratava de um cenário...palco de espetaculares partidas e chegadas
beijos ardentes e abraços comoventes
histórias que se desfaziam na dor e na esperança de um reencontro
estórias sonhadas no estupor de um beijo quente.
caminhava...caminhava…
tudo era tão nítido, colorido e real
as pedras, pouco a pouco, se alinhavam, se aninhavam, se alinhavavam numa lógica, como num arranjo de crochê, em que a lã conduzida pelas agulhas encontra formas, reconstruindo o cenário perdido.
e ali no fim da plataforma estava ele, a sorrir para ela
Seu sorriso largo, permanecia vibrante como sempre, acalentador.
apoiando-a, encorajando-a, consolo dos dias de espera.
tirou o velho relógio de seu bolso, e a alertou que faltava muito para que naquelas plataformas a calma e o vazio fosse tomado pela agitação e gritaria… a alegria dos que se encontram e a tristeza dos que se despedem
tudo bem… isso  não lhe era uma pedra em seu sapato, embora de fato, seu sapato estava tomado de pequeninas pedras, que lhe dificultavam o caminhar.
Mas o tempo de espera, uma vez mais, vestia-se de amigo.
Tempo para recompor-se, a mão brutalmente escovava as cinzas da roupa
Uma escova também a ajeitar seus cabelos.
Os vidros da bilheteria, espelho para segurar-se da imagem
E como sempre… há muito estava pronta.
Novamente o fitou no fim da plataforma,
E uma vez mais, uma gargalhada amiga, como confirmação de que seu movimento era em vão… sim, estava mais do que adequada à ocasião.
Virou-se e segurando sua mala, caminhou para o outro lado.
Como os ponteiros do relógio que não fogem ao seu sentido imposto.
Assim era ela… impedida de marchar a um outro destino.
Sentada ali uma vez permaneceu.
As mesmas sensações de quando longe se escutava o anúncio da chegada de um novo trem a estação.
O temblar, o furor, a excitação.
As lágrimas que entravam numa batalha por querer escapar de seus olhos.
A boca seca.
Os pensamentos que eram sequestrados e dominados pela imaginação.
E na fumaça que do extremo sul chegara.
As imagens, o colorido e o nítido foram se dissipando.
E ali em meio a pedregulhos, abriu os olhos, levantou-se, pegou sua mala e partiu...sem destino e sem data para retorno. Mas com a certeza de que a espera ainda não se findara, e novamente ali naquela estação sua figura se faz vista.

SSS 27/março/2016





Somewhere Only We Know Keane exibições 952.008 I walked across an empty land I knew the pathway like the back of my hand I felt the earth beneath my feet Sat by the river and it made me complete Oh! Simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin I came across a fallen tree I felt the branches of it looking at me Is this the place, we used to love Is this the place that I've been dreaming of Oh! Simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin So if you have a minute why don't we go Talking about that somewhere only we know? This could be the end of everything So why don't we go Somewhere only we know? (Somewhere only we know) Oh! Simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin So if you have a minute why don't we go Talking about that somewhere only we know? This could be the end of everything So why don't we go So why don't we go This could be the end of everything So why don't we go Somewhere only we know? Somewhere only we know? Somewhere only we know?


Nenhum comentário:

Postar um comentário